Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

O Gigante procura casa



(Continuação da história de Tony Wolf)





"- Pobre Gigante! - murmura Iris - Deve sofrer de solidão, ele tão grande e nós tão pequenos! Que podemos fazer por ele? Ajudá-lo? Como?"



.../...


- Oh... Tive uma ideia! - Exclamou o gnomo Mago - Vamos fazer-lhe uma festa com balões, doces e muitas, muitas  guloseimas, que é o que o Barba Ruiva mais gosta!!

No dia seguinte, logo de manhãzinha, chamaram o Barba Ruiva pelo sino - dão, dão, dão - 3 vezes, nem mais, nem menos. O Gigante veio a correr, preocupado com o que teria acontecido aos seus pequenos amigos, para o chamarem tão cedo:
- Gigante, não te importas de nos ir buscar água fresquinha ao rio - respondendo com um sorriso de orelha a orelha o  grande Barba Ruiva lá foi, dando assim tempo aos gnomos para lhe prepararem, na gruta dos Abetos, uma grande festa.

À noite, quando o Gigante pensava que ia ficar novamente sozinho, eis que se depara com a grande surpresa dos seus pequenos amigos.

- Oh! Fizeram uma grande festa especial, só para mim!!...Obrigada meus amigos, tinha medo que agora que estou longe, não se lembrassem de mim.

Longe ou perto, grandes ou pequenos seremos sempre amigos.


Autores: Meninos da sala "Bicos de Pés"





Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

Amigos improváveis


O pirata AuAu caiu da cama, pois estava a ter um sonho mau, estava a ser perseguido pelo terrível tubarão Espinha Branca!
Mal se levantou, colocou o chapéu, vestiu a sua roupa mais assustadora, uma camisola branca às riscas vermelhas, e decidiu ir dar um passeio pelo oceano, para ver se esquecia aquele sonho mau.
O dia estava maravilhoso, o sol abundava e água estava serena, de um azul que transparecia qualquer imagem.
Atraído pelo azul do mar, o pirata decidiu dar um mergulho e acabou por se afastar muito da costa. Quando deu por isso, já não conseguia voltar para terra.
Muito aflito gritou: - Socorro! Socorro! O pirata AuAu, o Rei dos Mares, está a afogar-se! Alguém acuda!

De repente, surgiu das profundezas do oceano o temível tubarão Espinha Branca, com a sua magnífica pele preta e foi em seu auxílio.
Mal o viu, o pirata lembrou-se do seu sonho e ficou tão assustado que não entendeu as intenções do tubarão e desatou a abanar as patas de uma maneira tão estranha e vigorosa, que o tubarão não resistiu e soltou umas grandes gargalhadas.
Ao ver aquele sorriso tão sincero, o AuAu sossegou e aceitou agradecido a ajuda do Espinha Branca, que com toda a facilidade o salvou.
Ao chegar a terra, o pirata deu uma grande festa em homenagem ao seu novo amigo, o tubarão Espinha Branca, que ao contrário do que se pensava, era bondoso e afável.
Desde esse dia, ficaram amigos inseparáveis e quando precisam de ajuda sabem que podem sempre contar um com o outro, pois é isso que os amigos fazem – Estão presentes nos bons e nos maus momentos, sempre prontos a ajudar.









Autores: Meninos da Sala "Bicos de Pés"

Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Fogo de artifício



Não sabíamos se era o Afonso ou a Clarinha
que a mamã trazia na barriguinha
mas o amor foi sempre incondicional
certo é que o vivíamos de forma passional.

Nasceu então o Afonso
e desde sempre comilão
e o primeiro leitinho foi ao colo do paizão.

E foi tamanha a alegria desde o início
que a paixão virou fogo de artifício...
E tu Afonsinho, tornaste a nossa vida numa verdadeira festa!


Desenho: AHG (15 meses)
Texto: Luis Gonzaga (Pai)

Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

É bom ser verde!


Era Primavera no Reino dos Ratinhos e todos excepção, estavam contentes por ter chegado finalmente o calor!

O céu deixara de ser azul e por vezes cinzento, para se tornar num rosa quente que mais parecia um algodão doce delicioso.

Do Inverno restavam algumas nuvens verdes que amavelmente iam saciando todas as flores e vegetais do Reino, mantendo-os frescos e nutritivos.

A Natureza estava em festa e com ela todos os Ratinhos queriam festejar!

Junto ao rio morava uma linda ratinha chamada Margarida, que era verde pois comia todos os vegetais que a mamã lhe dava, crescendo assim forte e saudável, com aquela magnífica luminosa cor verde.

No jardim da Margarida existiam muitas flores, mas havia uma especial, com pétalas grandes, de um violeta intenso e um olho tão branco, que mesmo nas noites mais escuras, servia de guia à Margarida como se de uma grande estrela se tratasse, plantada no seu jardim.

Do outro lado do rio, viviam duas ratinhas irmãs, a Alice e a Inês, que ao contrário da Margarida não andavam muito bem de saúde, parecia que não cresciam… e dia para dia estavam cada vez mais azuis. A mamã bem lhes dizia para comerem vegetais, legumes e fruta, mas teimosas, sempre queriam comer doces e guloseimas.

Para além de estarem azuis as duas irmãs, andavam tristes e nem tinham vontade de brincar, começavam agora a acreditar nas palavras da mamã e olhavam de maneira diferente para as flores e legumes que nasciam no seu jardim, verdes e fortes.

Bastou uma dentada num espinafre fresquinho para descobrirem um novo magnífico conjunto de sabores. Nunca mais deixarem de comer legumes e vegetais e de um dia para o outro ficaram fortes e verdes tal como a Margarida.

Autores: meninos "Sala Bicos de Pés"

Tela " Jardim Rosa" | Susana Lemos 2006

Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Diferentes mas iguais




Num país muito distante, a Pintalândia, existiam cinco cidades com o nome de diferentes cores, o que fazia dele o país mais colorido do mundo e também o mais engraçado pois os habitantes tinham a pele da cor da sua cidade.

Assim, existia a cidade Brancalândia onde morava uma menina, de nome Clara, que tinha a pele muito branca, tão branca como a neve e os pássaros. Existia, a Azulândia onde vivia um menino, chamado Luís, que tinha a pele azul, tão azul como o céu e o mar. Existia, também, uma cidade chamada Cor-de-Rosalândia, onde morava uma menina de nome Alice, que era cor-de-rosa, tão cor-de-rosa como as flores e as borboletas. Já na Verdelândia, existia um menino, de nome Manuel, que era tão verde como a relva e as lagartixas. Por fim, existia a cidade Amarelândia onde existia um menino, o António, tão amarelo como o sol e as bananas.

Nestas cinco cidades apenas se conhecia a cor respectiva ao seu nome, ou seja, na Brancalândia apenas conheciam o branco, na Azulândia apenas o azul, na Cor-de-Rosalândia apenas o cor-de-rosa, na Verdelândia apenas o verde e na Amarelândia apenas o amarelo. Desta forma, tudo era da cor do nome naquela cidade, desde as casas, aos carros, aos livros, aos lápis. E eram estes últimos, os lápis, que entristeciam as crianças pois os seus desenhos estavam cada vez mais monótonos e pouco coloridos pois apenas tinham uma cor para pintar.

Todos os meninos, a Clara, o Luís, a Alice, o Manuel e o António, queriam pintar com outras cores, mas nas suas cidades não era permitido então tinhas dois problemas: “Onde pintar? E onde arranjar outras cores?”.Num dia de sol, por acaso, aquelas cinco crianças encontraram-se no parque, que unia as cinco cidades, o Unilândia. O parque era tão verde por causa da relva, cor-de-rosa por causa das flores, azul por causa do lindo céu que o sobrepunha, branco pelos pássaros que o sobrevoavam e amarelo pelos raios de sol que passavam pelas folhas das árvores.

As crianças sabiam que não podiam falar uns com os outros pois eram de cores diferentes mas o desejo e a vontade de pintarem com outras cores era maior do que qualquer regra imposta. Assim, decidiram sentar-se. Um branco, um verde, um azul, um cor-de-rosa e um amarelo observaram a beleza do parque e naquele ambiente maravilhoso, as cinco crianças tiveram a ideais de pintarem todas juntas, de forma a conseguirem um desenho de várias cores, mais alegre e colorido do que os de cada um deles.

Aquele parque, era onde se encontravam quando estavam tristes pois saberiam que os diferentes amigos teriam diferentes formas de os animar e poderiam passar um dia feliz a pintar.

Foi assim, a partir daquele dia, que aquelas crianças perceberam que não importava o quão diferentes eram pois, no fundo, estavam unidas pelo desejo de pintar e nisso eram todas iguais.


Pintura: Trabalho colectivo dos meninos e meninas da sala "Bicos de Pés" (2-3 anos)

Texto: Ana Catarina Oliveira (Educadora)

Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

O Duende Sonhador




Era uma vez um duendezinho que vivia num bosque encantado cheio de cores, texturas e aromas perfeitos.

Apesar de semelhante, o Soneca, era bem diferente dos restantes duendes que partilhavam o seu habitat.

Conhecido e admirado por todos, Soneca era muito sentimental, meigo, dócil e amigo, sempre pronto a ajudar o próximo, mas, quando as coisas não lhe corriam de feição ou discordava de algo, não perdia tempo e exibia a sua cara de “zangão”!

No seu dia-a-dia trabalhava arduamente e mantinha sempre a mesma rotina: acordava bem cedo, tomava um pequeno-almoço, no qual não faltava um copo cheio de leite, uma fatia de pão e uma peça de fruta fresca, que lhe garantiam energia para a longa caminhada a seguir.

Começava então por regar as flores e vegetais, colhia a fruta, ordenava as vaquinhas, dava de comer aos restantes animais… Enfim, já muito cansado e fazendo jus ao nome, contava os minutos, ansioso pela preciosa sesta, não fosse ele um dorminhoco.

Era então aqui eu mergulhava no seu pequeno Mundo Lá longe, no seu imaginário, em vez de agricultor, lutava cheio de bravura contra os “Bichos” que atormentavam e confundiam a sua fértil imaginação. Questionava-se e insistia em saber o porquê da existência destas criaturas, mas quanto mais próximo estava de descobrir, acordava e percebia que tudo não passara de um sonho.

Apesar de pouco esclarecido, Soneca voltava à sua rotina e sentia-se, sobretudo, um Duende Feliz!

Vitória, Vitória acabou-se a história!!


Desenho: MPSF (23 meses)

Texto: Mãe Joana

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

O Pato Vermelho





Era uma vez um pato vermelho. Sim, era vermelho e muito bonito! Chamava-se “Mais”. Estava a beber água pois tinha andado muito e estava cansado. Ele ia visitar “A Casa Encantada” e os meninos todos que lá estavam. Despediu-se da sua amiga girafa que estava ao lado dele, também a descansar e andou mais um bocado. Até que chegou… Todos estava à espera ansiosos!! Os meninos tinham que desenhar um pato e precisavam que ele viesse. Quando entrou naquela linda casa colorida, alegre e decorada com brinquedos ficou tão contente!! Os meninos vestiram então a bata, pegaram no pincel e nas tintas e começaram a pintar o pato Mais. Demoraram a tarde toda até que terminaram. Penduraram os desenhos nas paredes e foram despedir-se do pato. Ele viu-se então rodeado pelos meninos e achou que não conseguia despedir-se… Foi aí que chegou a ideia: ficar na Casa Encantada!! Todos adoraram a ideia e ficou então o pato Mais a viver naquela escolinha encantada!

Pintura - MSF (2 anos)

Texto - Mãe Sofia